quinta-feira, 27 de setembro de 2007

domingo=Calzone Lua de Mel

Calzone Lua de Mel

Massa Basica
Ingredientes:
-4 ½ xícaras de farinha de trigo (500gr.)
-2 colheres de sopa de margarina (75gr.)
-2 colheres de sopa de açúcar (24gr.)
-2 colheres de chá de sal (6gr.)
-1 colher de sopa de fermento biológico (15gr.)
-água morna até dar ponto
Ingredientes:
recheio:
-300gr. de ricota passada pela peneira
-100gr. de queijo fundido
-150gr. de presunto picado
-250gr. de queijo mussarela ralado
-1 punhado de salsinha picada
-1 ovo
-sal e pimenta do reino à gosto

Modo de Fazer:
Abra a massa numa superfície enfarinhada, estenda sobre a forma ou grelha e coloque os ingredientes do recheio (de preferência aquecido) somente em meia parte de massa. Pincele as bordas com ovo batido, feche com o pastel e sele pressionando com os dedos a borda para juntar bem os lados. Pincele a superfície com ovo batido, salpique queijo parmesão e leve para assar sobre a forma ou grelha. Vire uma vez para dourar bem.

sábado=Bacalhau assado no forno

Bacalhau assado no forno

Cozer o bacalhau segundo a regra; em seguida, colocar as postas numa travessa de ir ao forno, com azeite, dentes de alho picados, pimenta, sumo de limão e miolo de pão ralado; levar ao forno e assar.

Não precisa de uma quantidade exata para fazer essa receita(de bacalhau).

sexta-feira=Focaccia de Cebola

Focaccia de Cebola

Massa Básica (Para pizzas, Calzone, Focaccia e Donzeline)
Ingredientes:
4 ½ xícaras de farinha de trigo (500gr.)
2 colheres de sopa de margarina (75gr.)
2 colheres de sopa de açúcar (24gr.)
2 colheres de chá de sal (6gr.)
1 colher de sopa de fermento biológico (15gr.)
água morna até dar ponto
Preparo:
Misture o fermento com dois copos de água morna e uma colher de sopa de açúcar, deixe repousar por alguns minutos. Sobre a mesa, forme ummonte de farinha de trigo, faça um buraco no meio deste e coloque dentro o sal, a margarina e o fermento; misture bem sem sovar e deixe crescer até dobrar de volume. Divida a massa em duas partes, formando duas bolas e deixe crescer.

Recheio:
Ingredientes
500 gr de cebola cortada em fatias finas
250 gr de tomate cortado em rodelas
150 gr de azeitonas pretas e picadas
100 gr de queijo provolone
Preparo:
Frite a cebola em óleo até dourar, reserve. Abra uma parte da massa bem fina. Forre o fundo da forma e unte com óleo. Coloque o recheio espalhando bem a cebola e acrescentando o restante dos ingredientes; abra a outra parte da massa bem fina e estique sobre o recheio, fechando bem as bordas. Pincela com óleo, molho de tomate e parmesão ralado. Leve ao forno até dourar as bordas.

quinta-feira=Torta de Morango

Torta de Morango

Ingredientes:
-1 caixa pequena de morango
-50 gramas de castanha de cajú picada Kirsch
-1 colher de sopa de manteiga derretida
Para o pão-de-ló:
-2 1/2 xícaras de farinha de trigo
-2 xícaras de açúcar refinado
-8 ovos
Para o chantilly:
-250 gramas de creme de leite fresco
-1 colher de sopa de açúcar refinado
Para a calda:
-1 1/2 xícara de água
-4 colheres de sopa de açúcar refinado
-1 fôrma inox (ou de papelão)

Modo de Fazer:
Pão-de-ló
Ponha na batedeira os 8 ovos e 2 xícaras de açúcar e misture por 10 minutos. Para saber se está no ponto, mergulhe o cabo de um talher e veja se pinga se já estiver firme, sem pingar, está no ponto.
Em outra vasilha, junte massa, manteiga e farinha. Ponha na fôrma com um prato tampado para não vazar. Deixe em forno médio por 25 minutos.

Calda:
Enquanto espera, faça a calda. Misture água como açúcar e deixe por 10 minutos no fogo.

Chantilly:
Bata o creme de leite e o açúcar. Quando começar a firmar, desligue a batedeira.

Torta:
Para montar o bolo, desenforme e retire as camadas escuras de cima e de baixo. Divida em duas partes. Junte um pouco de kirsch à calda de açúcar e molhe bem o bolo. Corte os morangos no meio e enfeite o pão-de-ló. Cubra com chantilly e depois com morango em pedaços. A outra parte do pão-de-ló fica por cima. Jogue a calda de açúcar e mais um pouco de chantilly. Deixe no congelador por 10 minutos. Tire a fôrma e enfeite com castanhas e morangos inteiros.

quarta-feira=Vichyçoise

Vichyçoise

Ingredientes:
-2 batatas grandes cozidas e amassadas
-meia xícara de creme de leite fresco
-2 colheres de sopa de manteiga
-1 cebola
-4 alhos poró picados
-5 xícaras de caldo de frango
-noz moscada, sal e pimenta

Modo de fazer:
Bata no liqüidificador a batata e o caldo de frango (tem que ser natural feito com os ossos do frango). Junte o alho poró, a cebola e a manteiga. Depois ponha numa vasilha e misture o creme de leite fresco. Tempere com noz moscada, sal e pimenta. Decore com folhas de aipo e está pronta uma sopa deliciosa.

terça-feira=Gazpacho

Gazpacho

Ingredientes:
-1 quilo de tomate sem pele e sem sementes
-meio quilo de pepino sem pele e sem sementes
-1 tomate e 1 pepino picados
-2 cebolas grandes picadas
-3 dentes de alho
-1 xícara de suco de tomate de garrafa
-2 colheres de vinagre tinto
-3 colheres de azeite
-meio litro de caldo de carne
-sal e pimenta

Modo de fazer:
Bata o pepino e o caldo de carne (aquela água que sobra quando se cozinha um pedaço de carne) no liqüidificador. Acrescente o tomate e bata até desmanchar tudo. Ponha a cebola e o alho e bata outra vez. Despeje a mistura numa tigela e tempere com sal e pimenta. Junte o tomate e o pepino picados, o suco de tomate, o azeite e o vinagre, mexa bem. Sirva gelada e decorada com tomatinhos cereja partidos ao meio.

segunda-feira=Sobremesa de Chocolate com Nozes

Sobremesa de Chocolate com Nozes

Ingredientes:
-300 gramas de suspiros
-1 lata de creme de leite
-8 colheres de sopa de chocolate em pó
-1 xícara de nozes picadas
-3 colheres de sopa de açúcar

Modo de Fazer:
Quebre os suspiros e misture com o chocolate em pó e o creme de leite. Ponha em uma travessa. Numa panela, misture o açúcar e as nozes, mexendo até dourar. Ponha sobre o creme de chocolate. Leve à geladeira por 15 minutos. A sobremesa está pronta.(Observação não é calda de açúcar é apenas uma mistura para adoçar as nozes. Vai servir para cobertura, não misturando com o creme.)

feriado=Gosto Superior(vegetarianos)

"Faze aos Outros..."

Não tenho dúvida de que a suspensão do consumo de ani­mais faz parte integrante do destino da raça humana em seu aperfeiçoamento gradual.
Thoreau

Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determi­nada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para satisfação de nossos desejos corpóreos.
Gandhi

A cada ano matam-se 134 milhões de mamíferos e 3 bilhões de aves para alimento nos Estados Unidos. Mas poucas pessoas fa/em qualquer ligação consciente entre esta matança e os pro­dutos cárneos que aparecem em suas mesas. Nos anúncios de lolcvisão um palhaço chamado Ronald McDonald diz às crianças iiic o hamburger nasce nas "formas de hamburger". A verdade não é tão agradável — os matadouros comerciais assemelham-se ;i visões do inferno. Animais a berrar são golpeados por açoites e malho, por choque elétrico e por armas de concussão. Eles são, rnlão, suspensos pêlos pés e transportados através das fábricas da morte em sistemas condutores mecanizados. Muitas vezes, ainda vivos, suas gargantas são furadas e sua carne cortada. Des­crevendo suas impressões de uma visita feita a um matadouro, o 1'íinipeão de ténis Peter Burwash escreveu em seu livro A ViWtarian Primer. "Não costumo me amedrontar muito facil­mente. Eu jogava hóquei até quando me fizeram engolir metade dos meus dentes. E sou altamente competitivo em quadra de iniis, mas aquela experiência no matadouro aterrorizou-me.
Gosto Superior
"ttize aos Outros..."
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Quando saí de lá, eu sabia que nunca mais maltrataria um ani­mal novamente! Eu conhecia todos os argumentos fisiológicos, económicos e ecológicos que apoiavam o vegetarianismo, mas foi a experiência direta da crueldade do homem para com os animais que estabeleceu o verdadeiro alicerce de meu compro­misso com o vegetarianismo".

A Grécia e Roma antigas
Considerações éticas sempre têm impelido muitas das maio­res personalidades do mundo a adotarem uma dieta vegetariana. Pitágoras, famoso por suas contribuições à Geometria e à Mate­mática, disse: "Oh! queridos companheiros, não profaneis vos­sos corpos com alimentos pecaminosos. Nós temos milho, temos maçãs que curvam os galhos com seu peso e uvas crescendo nos vinhedos. Há ervas de sabor doce e legumes que podem ser co­zidos e abrandados no fogo, nem se nos nega o leite ou o mel perfumado com menta. A terra proporciona um suprimento exu­berante de riquezas, de alimentos inocentes e oferece-nos ban­quetes que não envolvem derramamento de sangue ou matança; somente as feras satisfazem sua fome com carne, mas nem todas elas, pois os cavalos, o gado e as ovelhas subsistem de grama". O biógrafo Diógenes conta-nos que Pitágoras comia pão e mel pela manhã e legumes crus à noite. Ele também pagava aos pes­cadores para que estes jogassem sua pesca de volta ao mar.
Em um ensaio intitulado "Acerca do Consumo da Carne" o autor romano Plutarco escreveu: "Podeis realmente perguntar que motivo tinha Pitágoras para se abster de carne? De minha parte não entendo através de que acidente e em que estado de espírito foi que a primeira pessoa sujou sua boca com sangue e levou seus lábios em direção à carne de uma criatura morta, pôs mesas de corpos mortos e em decomposição e ousou chamar de alimento e nutrição as partes que pouco antes haviam bramido e chorado, movimentavam-se e viviam. Como poderiam os olhos suportar a matança em que as gargantas eram perfuradas, a pele
esfolada e os membros arrancados? Como poderia seu nariz aguentar o fedor? Como é que a contaminação não ensombrava seu paladar, o qual fazia contato com as misérias dos outros e sorvia os sucos e os soros de feridas mortais? Certamente não são leões e lobos que comemos para defesa pessoal; pelo con­trário, ignoramos estes e chacinamos criaturas dóceis e inofen­sivas, sem presas ou dentes para nos atacar. Por um pouco de carne tiramo-lhes o sol, a luz e a duração de suas vidas a que elas têm direito por seu nascimento e por sua existência".
Ele, então, lançou este desafio aos carnívoros: "se afirmais ser naturalmente projetados para esta dieta, então primeiramen­te matais vós mesmos aquilo que desejais comer. Entretanto, lazei isto somente através de vossos próprios recursos, sem aju­da de um cutelo, de um cacete ou de qualquer tipo de machado".

Da Vinci, Rousseau, Franklin...
Leonardo Da Vinci, o grande pintor, inventor, escultor e poeta da Renascença, epitomou a abordagem ética ao vegetaria­nismo. Ele escreveu: "Aquele que não dá valor à vida não a me­rece". Ele considerava os corpos dos comedores de carne como sendo locais de sepultamento", sepulturas dos animais que eles comiam. Seus livros e anotações estão cheios de passagens que mostram sua compaixão pelas criaturas vivas. Ele lamentava: "Números incontáveis destes animais terão seus filhos arranca­dos deles, rasgados e barbaramente trucidados".
O filósofo francês Jean Jaques Rousseau era um defensor da ordem natural. Ele observou que os animais carnívoros são geralmente mais cruéis do que os herbívoros. Ele concluiu, por­tanto, que uma dieta vegetariana produziria uma pessoa mais compassiva. Chegou mesmo a aconselhar que não se permitisse iiic os açougueiros testemunhassem no tribunal ou que se sentas­sem no júri. Em The Wealth ofNations (A Riqueza das Nações) o economista Adam Smith proclamou as vantagens de uma dieta ve-iriariana. "Pode-se, de fato pôr em dúvida se a carne dos açougues
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ln:i' ti/is Outros..."

é, de alguma maneira, necessária à vida. Grãos e outros legu­mes, juntamente com o leite, queijo e manteiga, ou óleo, caso não se tenha manteiga, propiciam a dieta mais completa, saudá­vel, nutritiva e revigorante. Em nenhum lugar o decoro impõe que alguma pessoa deva comer carne". Considerações semelhan­tes motivaram Benjamin Franklin a se tornar um vegetariano aos dezesseis anos de idade. Franklin lucrou daí "maior pro­gresso dessa maior clareza de pensamento e mais rápida com­preensão". Em seus escritos auto-biográficos ele chamava o consumo de carne de "assassinato imotivado". O poeta Shelley era vegetariano convicto. Em seu ensaio "Em Defesa da Dieta Natural", ele escreveu: "Que o defensor da alimentação animal seja forçado a uma experiência da conveniência da mesma e, como recomenda Plutarco rasgue, um cordeiro vivo com seus dentes e, mergulhando sua cabeça nos órgãos vitais deste, mate sua sede com o sangue fumegante... então, e só então, ele teria alguma lógica". O interesse de Shelley pelo vegetarianismo co­meçou quando ele era estudante em Oxford, e ele e Harriet, sua esposa, adotaram a dieta logo após o seu casamento. Em uma carta datada de 14 de março de 1812, sua esposa escreveu a uma amiga: "Nós abandonamos a carne e adotamos o sistema pitagorista". Shelley, em seu poema Queen Mab, descreveu um mundo utópico onde as pessoas não matavam animais para se alimentar.

...agora de não mais
Mata o cordeiro que o olha com confiança, E brutalmente devora sua macerada carcaça, A qual, ainda implorando da natureza a vingança, Atiça todos os humores pútridos de sua devassa: Todas as paixões daninhas, todas as vãs crenças, Ódio, desespero e desprezo em sua mente, Os germes da miséria, morte, crime e doenças.

O escritor russo Leon Tolstoy tornou-se vegetariano em IHX5. Abandonando o esporte da caça, ele defendia o "pacifis-nio vegetariano" e era contrário a que se matassem mesmo as me­nores entidades vivas, tais como as formigas. Ele sentia haver uma progressão natural da violência que conduzia inevitavelmente a sociedade humana à guerra. Em seu ensaio "O Primeiro Passo", Tolstoy escreveu que o consumo de carne é "simplesmente imo-i;il, visto que envolve a execução de um ato contrário a conduta moral: matar". Tolstoy acreditava que, ao matar, "o homem su­prime em si mesmo, desnecessariamente, a capacidade espiritu-íil mais elevada — a da compaixão para com os seres vivos como fie — e, ao violar seus próprios sentimentos, torna-se cruel".
O compositor Richard Wagner acreditava que toda vida era sagrada. Ele via no vegetarianismo a "dieta da natureza", a qual poderia salvar a humanidade das tendências violentas e ajudar-nos a retornar ao "Paraíso há muito perdido".
Em muitas ocasiões de sua vida, Henry David Thoreau foi um vegetariano. Embora sua prática fosse, na melhor das hipó-lf sés, irregular, ele reconhecia suas virtudes. Em Walden ele es-uvvcu: "Não é uma vergonha que o homem seja um animal f arnívoro? É verdade que ele pode viver, e vive, em granda me-ilida, da captura de outros animais; mas isto é uma forma mise-lávcl — como qualquer pessoa que pegar coelhos numa armadilha ou matar cordeiros poderá aprender — e será consi­derado um benfeitor de sua raça aquele que ensinar às pessoas a st- restringir a uma dieta mais inocente e saudável. Qualquer que seja minha prática, não tenho dúvida de que a suspensão do con­sumo de animais faça parte integrante do destino da raça huma­na em seu aperfeiçoamento gradual, da mesma forma que as li ihos selvagens deixaram de ser antropófagas ao entrarem em mulato com as mais civilizadas".
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O Século XX
Desnecessário se faz dizer que Mohandas Gandhi, o grande apóstolo da não-violência do Século XX, era vegetariano. Seus pais, sendo devotos hindus, nunca lhe deram carne, peixes ou ovos. Todavia, sob a regulação britânica, houve uma grande investida contra os princípios milenares da cultura indiana. De­baixo de tais pressões, muitos indianos passaram a adotar os hábitos carnívoros do Ocidente. Mesmo Gandhi foi vítima dos conselhos de alguns de seus colegas de classe que instavam a que ele comesse carne, pois ela aumentaria sua força e coragem. Mas, depois, ele assumiu novamente uma dieta vegetariana e escreveu: "É necessário que se corrija o erro de que o vegetaria­nismo nos tenha tornado fracos de mente ou passivos ou inertes de ação. Não considero a alimentação carnívora necessária em qualquer etapa". Ele escreveu cinco livros sobre vegetarianis­mo. Sua própria dieta diária incluía germe de trigo, pasta de amêndoa, hortaliças, limões e mel. Ele fundou a Fazenda Tolstoy, uma comunidade baseada em princípios vegetarianos. Em seu livro A Base Moral do Vegetarianismo, Gandhi escreveu: "Eu considero a alimentação cárnea inadequada à nossa espécie. Er­ramos ao copiar o mundo animal inferior se somos superiores a ele". Ele percebia que os princípios éticos eram uma base mais sólida para a adesão a um regime vegetariano que as razões de saúde. "Sinto", afirmou ele, "que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos com­panheiros, os animais, buscando satisfazer nossos desejos corpóreos".
O dramaturgo George Bernard Shaw tentou primeiramen­te tornar-se vegetariano aos 25 anos de idade. "Foi Shelley quem por primeiro abriu meus olhos para a selvageria de minha die­ta", escreveu ele em sua auto-biografia. Os médicos de Shaw avisaram-no de que a dieta iria matá-lo. Quando já estava velho, perguntaram-lhe porque ele não mostrava a eles o bem que a dieta lhe fez. Ele replicou: "Eu gostaria, mas eles já faleceram
anos atrás!" Certa vez, alguém lhe perguntou porque ele parecia tão jovem. "Não, eu não pareço", retrucou ele. "Aparento a idade que tenho. São as outras pessoas que parecem ser mais velhas do que são. Que pode você esperar de pessoas que comem cadáve­res?" Sobre a correlação entre o consumo de carne e a, violência na sociedade humana, Shaw escreveu:

Oramos aos domingos para que possamos ter luz Que guie nossas passadas na trilha que palmitamos; Estamos saturados de guerra, o conflito não nos seduz; Mesmo assim é dos mortos que nos fartamos.

H. G. Wells escreveu acerca do vegetarianismo em sua visão de um mundo futuro, A Modern Utopia. "Em todo o mundo da Utopia não existe carne. Costumava haver. Mas agora não pode­mos tolerar a ideia dos açougues. E, em uma população educada e com aproximadamente o mesmo nível de boa condição física, é praticamente impossível encontrar alguém que degole um boi ou um porco... Ainda posso recordar, em minha juventude, a alegria ao fechar o último matadouro".
O escritor Isaac Bashevis Singer, ganhador do prémio Nobel, lornou-se vegetariano em 1962, aos 58 anos de idade. Ele disse: "Naturalmente lamento agora que tenha esperado tanto, mas antes larde do que nunca". Ele julga o vegetarianismo muito compatí­vel com seu sistema místico de judaísmo. "Todos nós somos criaturas de Deus — é incoerente o fato de orarmos a Deus por misericórdia e justiça, enquanto continuamos a comer a carne dos animais que são mortos por nossa própria causa"... Embora aprecie o aspecto saudável do vegetarianismo, ele afirma muito claramente que a consideração ética é primária. "Mesmo que demonstrassem que comer carne faz bem para a saúde, ainda iissim eu certamente não a comeria".
Singer denota pouca paciência com as justificativas inte­irei uais para o consumo de carne. "Vários filósofos e líderes