terça-feira, 25 de setembro de 2007

domingo=Compota de Limão

Compota de Limão

Ingredientes:
-1 dúzia de limão
-meio quilo de açúcar
-6 cravos

Modo de Preparar:
Lixe a casca do limão com um pedaço de telha. Isso facilita a saída do sumo da fruta, fazendo com que o cozimento seja mais rápido. Corte uma rodela do limão na parte do talo. Em seguida, coloque numa panela e cubra com água, deixando cozinhar por uma hora e meia. Escorra a água e, com muito cuidado, retire toda a parte interna da fruta. O segundo processo é para tirar a acidez do limão. O limão já oco, apenas com a casca, volta para a panela com água. Só que você tem que ter um cuidado. nunca deixe a água ferver. quando ela estiver quente, escorra e coloque água limpa, faça isso quantas vezes for preciso, para que, ao experimentar a água, ela não esteja nem azeda nem amarga. Essa é a hora de fazer a calda. Dissolva o açúcar em dois copos de água e acrescente os cravos, deixando ferver. Junte as cascas dos limões. O doce está pronto quando a calda estiver assim cremosa, mas fina. O doce pode ser servido como está ou ainda com muitas variações.

sábado=Congrio Chileno

Congrio Chileno

Ingredientes para uma pessoa:
-150 gramas de file de congrio, que você encontra nas maiores peixarias e supermercados...
-3 dentes de alho
-2 colheres de sopa de azeite de oliva
-2 batatas cozidas
-meia taça de vinho branco
-100 gramas de picles ou verduras cozidas
-sal e pimenta
-coentro e salsa para decorar

Modo de Preparar:
O alho picado vai para a frigideira com o azeite de oliva até dourar. Frite o congrio. Vá virando sempre para que não queime. Adicione sal, pimenta e o vinho branco. Depois, acrescente as batatas e o picles ou as verduras cozidas. Mais cinco minutos em fogo baixo e está pronto. é só colocar num prato e decorar com coentro e salsa...

sexta-feira= Batata à Parmentier

Batata à Parmentier

Ingredientes:
-1 frango inteiro
-1 pacote de espaguete
-1 tomate grande(corte em cubinhos)
-1 cebola (ralada)
-2 dentes de alho (amassados)
-sal, pimenta e colorau
-70 g de manteiga
-2 ovos
-queijo ralado

Modo de Preparar:
Depois de cortar o frango ao meio, tirar a espinha e aparar as asas, corte-o em quatro partes e tempere sal e pimenta. Espalhe o alho no frango e uma pitada de colorau. Para o frango ficar bem saboroso tem um segredinho. é bom descansar uma noite nos temperos. O que a gente chama de dormir. Mas para a dona-de-casa que nem sempre tem tempo para isso, já há uma solução cobrir bem com papel laminado. Enquanto o frango está assando, vamos ao espaguete. Com o macarrão já cozido, derreta a manteiga numa frigideira.
Refogue o alho, a cebola e o tomate. Espere cinco minutos e acrescente as duas gemas de ovo. Em seguida, um punhado de queijo ralado, a metade do pacote, para dar gosto. Misture o macarrão e mexa bem. Com o macarrão já no prato, coloque o restante do queijo ralado. Depois de ficar por quarenta e cinco minutos no forno médio e mais vinte em forno quente, o frango está bem douradinho para ir a mesa.

quinta-feira=Frango Tropical

Frango Tropical

Ingredientes:
-1 frango
-2 colheres de sopa de manteiga
-1 concha de caldo de carne
-1 copo de suco de laranja
-1 colher de sobremesa de laranja
-1 colher de sobremesa de mel
-Pimenta do reino a gosto
-Sal a gosto
-Frutas à vontade
Abacaxi, pêssego, cereja, figo, goiaba, morango, ameixa em calda

Modo de fazer:
Corte o frango e tire os ossos. O prato será feito com peito e coxas. Tempere com sal e pimenta. Frite em uma colher de manteiga em fogo médio, primeiramente do lado da pele.
Molho
Derreta uma colher de manteiga. Despeje o suco de laranja e o mel. Ferver por 5 minutos. Despeje o caldo de carne. Enfeite o prato com alface as frutas cortadas, tomate e salsinha. Despeje o molho sobre o frango e as frutas. Sugestão de acompanhamento arroz colorido chinês.

quarta-feira=Farofa de Maracujá

Farofa de Maracujá

Ingredientes:
-meia xícara de azeite de oliva
-2 cebolas médias picadas
-1 xícara de fubá
-1 xícara de farinha de milho
-2 maracujás
-sal

Modo de Preparar:
Despeje o azeite em uma panela Espere aquecer e junte a cebola. Deixe dourar. Agora acrescente a poupa do maracujá com semente e tudo. mexa, depois de cozinhar um pouco, despeje o fubá e a farinha de milho, tempere com sal.

terça-feira=Bombom Gelado de Acerola

Bombom Gelado de Acerola

Ingredientes:
-1 litro de leite
-2 xícaras de açúcar
-1 xícara de leite em pó
-1 colher de sopa rasa de liga neutra
-1 colher de sobremesa de emulsificante (os dois produtos são encontrados em casas onde vendem produtos para panificadoras)
-1/2 kg de acerola

Modo de Preparar:
Bata no liqüidificador a acerola e o leite. Coe. Coloque o leite em pó e o açúcar e bata novamente. Agora coloque a liga neutra e bata mais um pouco. Coloque a mistura num pote e leve ao freezer por no mínimo quatro horas. Retire a mistura e bata novamente no liqüidificador com o emulsificante durante três minutos. Leve ao freezer até endurecer. Para fazer os bombons, separe 500 gramas de chocolate. Derreta a metade em banho Maria. Misture o restante e mexa até resfriar. Agora passe o chocolate com um pincel em forminhas para bombons. Coloque sobre um papel alumínio e leve ao frezzer. Repita o processo duas vezes. Recheie os bombons com o sorvete de acerola e cubra com chocolate. Leve ao freezer por cinco minutos. Agora é só tirar da forma. Com o sorvete você pode fazer também um milk shake...é só bater duas bolas com leite e açúcar...

segunda-feira=Doce de abóbora

Doce de abóbora

Ingredientes:
-1 quilo de abóbora em cubos
-600 gramas de açúcar
-cravo e canela a gosto

Modo de fazer:
Ponha todos os ingredientes numa panela de pressão, tampe e deixe assim por três horas. Depois leve ao fogo. Quando a panela começar a apitar, abaixe o fogo e espere 15 minutos. Depois desligue o fogo e deixe o doce esfriar.

Ingredientes
Massa
-4 ovos
-3/4 de xícara de açúcar
-200 ml de creme de leite
-1/4 de xícara de suco de laranja
-1/2 colher de sopa de raspas de laranja
-1 colher de chá de gelatina em pó sem sabor dissolvida em duas colheres de sopa de água

Calda
-1 xícara de açúcar
-1 xícara de suco de laranja
-3 colheres de chá de casca de laranja em tirinhas
-1/4 de xícara de água
-1 xícara de coco ralado Tostado

Mode de fazer:
Antes de começar a receita, forre 1 forma com filme plástico e leve ao congelador. Numa panela junto os 3/4 de xícara de açúcar, com 1/4 de xícara de suco de laranja. Mexa até o açúcar dissolver e use colher de metal para não açucarar. Depois que ferver não mexa mais. Está pronto quando você levantar a colher e ficar 1 fio leve. Na batedeira, bata os 4 ovos inteiros. Até ficar 1 mistura espessa, leve e clarinha. A seguir, junte a gelatina sem sabor a 2 colheres de sopa de água e leve ao banho Maria para dissolver. Junte aos ovos batidos, o suco fervido e a gelatina. Agora bata em separado o creme de leite até formar picos macios e junte ao primeiro creme misturando de leve só com uma colher. Por último, a raspa de casca de laranja. Despeje na forma, cubra com os lados do filme e leve ao congelador por mais ou menos seis horas. Enquanto isso, faça a calda. Numa panela misture 1 xícara de açúcar e 1/4 de xícara de água. Mexa até dissolver. Um segredo para não grudar o açúcar, passe um pincel molhado nas bordas. Quando começar a escurecer, vá mexendo só a panela. Ao ficar bem dourado, junte o suco de laranja e as tirinhas da casca. Primeiro a calda endurece e logo derrete de novo. Desenforme o semifredo e num prato, cubra com coco ralado e despeje a calda de laranja. Enfeite com rodelas de laranja e folhas de hortelã. Fica geladinho, macio e com um gosto suave sem ser muito doce.

feriado=Gosto Superior(vegetarianos)

Sempre pensava que ser vegetariano significa comer apenas al-guns legumes cozidos e saladas frias, prepare-se então, para uma grande surpresa. Com Gosto Superior, você aprenderá a prepa-rar refeições completas, nutritivas e saborosas. As receitas foram escolhidas por causa de sua simplicidade e preparo fácil e rápido.
Também tão importante quanto os ingredientes que você usa para cozinhar é a sua consciência. Gosto Superior mostra :omo qualquer pessoa pode transformar uma rotina diária em uma experiência bem aventurada e iluminante. O ato de prepa­rar alimento vegetariano que não acarreta karma é uma parte integrante do mais elevado sistema de yoga e meditação descri­to nos ensinamentos intemporais da literatura védica indiana. No Bhagavad-gïtã o Senhor Krsna afirma: "Se alguém Me ofe­recer, com amor e devoção, uma folha, uma flor, frutas ou água, Eu as aceitarei". A pessoa que prepara alimento vegetariano puro e natural e em seguida o oferece ao Senhor Supremo automati­camente sentirá o despertar do sublime prazer espiritual no coração.
O Senhor Supremo é descrito nos Vedas como o reservató­rio de todo o prazer e, para aumentar Seu prazer, Ele Se expande -través de Sua energia de prazer em incontáveis seres vivos que têm o propósito de compartilhar de Seu desfrute. Todos nós so­mos partes dessa potência eterna de prazer e, pelo simples ato de prepararmos o alimento para o prazer de Deus, podemos experimentar gozo transcendental. Você perceberá isso tão logo saboreie a comida que você ofereceu. Como disse o ex-beatle George Harrison certa vez em uma entrevista: "Quando você sabe que alguém cozinhou algo com relutância, isso não tem um sabor tão agradável quanto o alimento que, feito para atrair e agradar a Deus, é-Lhe oferecido primeiramente. Basta isto para que o alimento fique muito mais saboroso". É isso que quere­mos dizer com "um gosto superior".
O Capítulo Primeiro revela como a pesquisa médica mo­derna mostra grandes relações entre o consumo de carne e as doenças fatais, como o câncer e doenças cardíacas. O Capítulo Segundo expõe o mito da escassez alimentar mundial e esclare­ce as vantagens económicas que a dieta vegetariana propicia à sociedade e ao indivíduo. No Capítulo Terceiro, demonstram-se os fundamentos éticos do vegetarianismo, focalizando os escri­tos de alguns dos maiores líderes religiosos, escritores e filóso­fos do mundo, dentre os quais Pitágoras, Platão, Leonardo da Vinci, Rousseau, Franklin, Shelley, Tolstoy, Thoreau, Gandhi e outros. Também se examina o princípio da não-violência, con­forme defendido nos ensinamentos do judaísmo, cristianismo, budismo e hinduísmo. Uma análise de como as leis do karma e a reencarnação se relacionam com o vegetarianismo forma a base do Capítulo Quarto. O Capítulo Quinto explica em porme­nores a lógica e os procedimentos de se oferecer alimento vegeta­riano ao Senhor Supremo como parte do sistema de bhakti-yoga. No Capítulo Sexto, trechos dos escritos de Srïla Prabhupãda, a maior autoridade sobre a cultura védica, fornecem um resumo muito conciso e de fácil leitura da filosofia por trás da dieta vegetariana espiritual delineada em Gosto Superior.
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Saúde e uma Dieta que não Contenha Carne

A indagação central acerca do vegetarianismo consistiria em perguntar se é saudável eliminar-se a carne e outros alimen­tos animais. Agora, entretanto, a questão principal é se é mais saudável ser um vegetariano do que um carnívoro. A resposta a ambas as perguntas, tomando como base a evidência disponível hoje em dia, parece ser um sonoro sim.
Jane E.Brody New York Times News Service
Hoje em dia, com a crescente evidência do efeito crítico da dieta na saúde e na longevidade, um número cada vez maior de pessoas está levantando esta pergunta: Ao corpo humano é mais apropriada uma dieta vegetariana ou uma dieta que inclua carne?
Na busca das respostas deve-se considerar duas áreas — a estrutura anatómica do corpo humano e os efeitos físicos do con­sumo de carne.
Visto que o ato de comer principia nas mãos e na boca, o que poderá nos revelar a anatomia destas partes do corpo? Os dentes humanos, da mesma forma que aqueles dos herbívoros, são projetados para mastigar e triturar substâncias vegetais. Os seres humanos não possuem os agudos dentes frontais que se destinam a cortar carne e que são característicos dos carnívoros. Os animais que comem carne geralmente deglutem seu alimen­to sem mastigá-lo e, portanto, não necessitam de molares ou de uma mandíbula capaz de mover-se lateralmente. Também a mão humana, sem unhas aguçadas e com seu polegar que pode fazer oposição aos outros dedos, é mais adequada para colher frutos e vegetais do que para capturar uma presa.

Digerindo a carne
Uma vez no estômago, a carne necessita de sucos digesti­vos altamente concentrados em ácido clorídrico. Os estômagos dos seres humanos e dos herbívoros produzem menos de um vigésimo de concentração de ácidos em relação aos carnívoros.




Outra diferença crucial entre o carnívoro e o vegetariano é encontrada no trato intestinal, onde o alimento é digerido mais ainda e os nutrientes passam para o sangue. Um pedaço de car­ne é parte de um cadáver, e sua putrefação cria catabólicos ve­nenosos dentro do corpo. Dessa forma a carne deverá ser eliminada rapidamente. Com este objetivo os carnívoros possuem canais alimentares que são apenas três vezes o tamanho de seu corpo. Desde que o homem, da mesma forma que outros animais que não comem carne, possui um canal alimentar doze vezes o ta­manho de seu corpo, a carne em rápida decomposição fica retida por um tempo mais longo, produzindo uma grande quantidade de efeitos tóxicos indesejáveis.
Um órgão do corpo que é afetado desfavoravelmente por estas toxinas são os rins. Este órgão vital, que elimina os catabólicos do sangue, é sobrecarregado pelo excesso de vene­no introduzido pelo consumo de carne. Mesmo os que comem carne moderadamente necessitam que seus rins trabalhem três vezes mais em relação aos vegetarianos. Os rins de uma pessoa jovem podem ser capazes de aceitar este desafio, mas à medida que a pessoa envelhece o risco da doença e insuficiência renal aumenta grandemente.

Doença cardíaca
A incapacidade do corpo humano de lidar com gorduras animais em excesso é outra indicação de que o consumo de carne não é algo natural. Os animais carnívoros podem metabolizar quantidades quase ilimitadas de colesterol e de gorduras sem quaisquer efeitos adversos. Em experiências com cachorros, foram adicionados até 225 gramas de gordura de leite à sua dieta diária em um período de dois anos sem que ocorresse absolutamente qualquer alteração em seu nível sérico de colesterol.
Por outro lado, seres vegetarianos têm uma capacidade muito limitada de lidar com qualquer nível de colesterol ou de gordura saturada que ultrapasse o limite requerido pelo corpo. Quando há consumo excessivo no decorrer de muitos anos, de­pósitos gordurosos (placas) acumulam-se nas paredes internas das artérias, desencadeando o aparecimento de uma condição conhecida como arterosclerose, ou endurecimento das artérias. Uma vez que as placas depositadas dificultam o fluxo de sangue para o coração, aumenta-se tremendamente o potencial para ata­ques cardíacos, derrames e coágulos sanguíneos.
6 Gosto Superior
Em 1961 o Journal ofthe American Medicai Association (Jornal da Associação Médica Americana) afirmou que 90 a 97% das doenças cardíacas, causa de mais da metade das mortes nos Estados Unidos, poderiam ser prevenidas através de uma dieta vegetariana.' Estes achados são fortalecidos por um relato da Associação Médica Americana, que declara: "Em estudos bem documentados de populações utilizando métodos padronizados de dieta e avaliação de doença coronária... a evidência sugere que uma dieta de gorduras altamente saturadas é um fator essen­cial para uma alta incidência de doença cardíaca coronária".2 A Academia Nacional de Ciências também relatou recentemente que o alto nível de colesterol sérico encontrado na maioria dos americanos é um fator importante na "epidemia" de doença car­díaca coronária nos Estados Unidos.3

Câncer
Uma evidência a mais da inconveniência do trato intestinal humano para a digestão de carne é a relação, estabelecida por numerosos estudos, entre o câncer de cólon e o hábito de comer carne.4 Uma razão para a incidência de câncer é o conteúdo rico em gorduras e pobre em resíduos de uma dieta centralizada na carne. Isto resulta em um trânsito lento através do cólon, permi­tindo que os detritos tóxicos executem seu dano. O Dr. Sharon Fleming do Departamento de Ciências Nutricionais da Univer­sidade da Califórnia em Berkeley afirma: "Parece que a fibra na dieta ajuda a reduzir a frequência de... câncer de cólon e câncer retal".5 Além do mais sabe-se que enquanto digerida, a carne produz metabólitos esteróides que têm propriedades carcinogcnicas (que produzem câncer).
À medida que as pesquisas continuam, a evidência correlacionando o consumo de carne com outras formas de cân­cer está se acumulando a uma velocidade alarmante. A Acade­mia Nacional de Ciências relatou em 1983 que "as pessoas serão capazes de prevenir muitos tipos de câncer ao comer menos
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carnes gordurosas e mais legumes e grãos".6 E em seu Notes on the Causation of Câncer (Anotações Acerca da Causa do Câncer), Rollo Russel escreve: "Verifiquei que entre 25 países alimen­tando-se amplamente de carne, 19 apresentavam uma alta inci­dência de câncer e apenas um mostrava baixa incidência, e que entre 35 países alimentando-se de pouca ou nenhuma carne, ne­nhum apresentou uma alta incidência".7
Alguns dos resultados de maior impacto na pesquisa do câncer vieram da exploração dos efeitos das nitrosaminas. As nitrosaminas formam-se quando as aminas secundárias, preva­lecentes na cerveja, no vinho, no chá e no cigarro, reagem, por exemplo, com conservantes químicos na carne. A entidade cha­mada Food and Drug Administration considerou as nitrosaminas, "um dos grupos de carcinógenas mais versáteis e formidáveis jamais descobertos, e seu papel... na etiologia do câncer huma­no tem causado crescente apreensão entre os especialistas". O Dr. William Lijinsky do Laboratório Nacional de Oak Ridge con­duziu experimentos nos quais os animais testados foram alimen­tados com nitrosaminas. Dentro de seis meses ele encontrou tumores malignos em 100% dos animais. "Os cânceres", disse ele, "estão espalhados por toda a parte, no cérebro, nos pulmões, no pâncreas, no estômago, no fígado, nas supra-renais e nos in­testinos. As funções orgânicas dos animais viram uma grande confusão".8

Substâncias químicas perigosas na carne
Numerosas outras substâncias químicas potencialmente perigosas, das quais os consumidores não estão geralmente in­teirados, estão presentes na carne e seus derivados industrializa­dos. Em seu livro Poison in Your Body (Venenos em seu Corpo), Gary e Steven Null dão-nos uma visão interna dos artifícios uti­lizados nas fábricas institucionalizadas de produtos animais. Os animais são mantidos vivos e engordados através da adminis­tração contínua de tranquilizantes, hormônios, antibióticos e go.ïío Superior
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2.700 outras drogas", escrevem eles. "O processo começa antes mesmo do nascimento e continua muito tempo após a morte. Embora tais drogas ainda estejam presentes na carne quando você a come, a lei não exige que elas sejam enumeradas.
Uma das substâncias químicas é o dietilstilbestrol (DÊS), um hormônio que promove o crescimento e que tem sido usado nos Estados Unidos durante os últimos 20 anos a despeito dos estudos que demonstraram ser ele carcinogênico. Proibido em 32 países por ser considerado um sério perigo à saúde, ele con­tinua sendo usado pela indústria da carne dos Estados Unidos, possivelmente porque a entidade chamada Food and Drug Administration calcula que ele poupe mais de 500 milhões de dólares anualmente aos produtores de carne.
Outro popular estimulante do crescimento é o arsénico. Em 1972 o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos verifi­cou que este veneno bem conhecido excedia o limite legal em 15% nas aves de criação da nação.9
O nitrato e o nitrito de sódio, substâncias químicas usadas como conservantes para retardar a putrefação da carne defuma­da e de derivados da carne, inclusive presunto, toucinho, salame, linguiça e peixe, põem, também, a saúde em risco. Estas subs­tâncias químicas dão à carne uma aparência vermelho-brilhante ao reagir com os pigmentos do sangue e do músculo. Sem estas substâncias a tonalidade marrom-acinzentada natural da carne morta afastaria muitos consumidores em perspectiva.
Infelizmente estas substâncias químicas não distinguem o sangue de um cadáver do sangue de um ser humano, e muitas pessoas acidentalmente sujeitas a quantidades excessivas mor­reram de envenenamento. Mesmo quantidades menores pode­rão ser perigosas, especialmente para crianças ou bebés e, portanto, o Comité Abalizado das Nações Unidas sobre Aditivos no Alimento — a Organização para Alimento e Agricultura e a Organização Mundial da Saúde (OAA-OMS) em conjunto — alertou: "Em nenhuma hipótese deve-se adicionar nitrato ao
alimento do bebé". A. J. Lehman da Food and Drug Admi­nistration apontou que, "existe uma pequena margem de segu­rança entre a quantidade de nitrato que não é prejudicial e aquela que pode ser perigosa".
Em decorrência das condições sujas e amontoadas a que os animais são forçados pela indústria da carne de corte, faz-se ne­cessário o uso de grandes quantidades de antibióticos. Mas tal uso exacerbado de antibióticos propicia o aparecimento de bac­térias resistentes aos mesmos, as quais são transmitidas àqueles que comem a carne. A Food and Drug Administration estima que a penicilina e a tetraciclina poupam 1,9 bilhões de dólares por ano à indústria da carne, o que lhe dá razão suficiente para fazer vistas grossas aos perigos potenciais à saúde.
O trauma de ser chacinado também acrescenta "venenos da dor" (tais como estimulantes fortíssimos) à carne. Estes juntam-se no sangue do animal aos detritos que não foram eliminados, tais como a ureia e o ácido úrico, contaminando ainda mais a carne comida pêlos consumidores.

Doenças na carne
Além das substâncias químicas perigosas, a carne frequen­temente contém doenças dos próprios animais. Apinhados em condições sujas, alimentados à força e tratados com desumani­dade, os animais destinados à matança contraem muito mais do­enças do que normalmente contrairiam. Os inspetores da carne tentam eliminar os produtos inaceitáveis, mas devido a pressões da indústria e à falta de tempo suficiente para exame, muito do que é aprovado é muito menos saudável do que os compradores de carne imaginam.
Em 1972 um relato do Departamento de Agricultura dos listados Unidos arrola as carcaças permitidas pela inspeção de­pois que as partes doentes foram removidas. Os exemplos inclu­íam quase 100.000 vacas com câncer de olho e 3.596.302 casos ik- fígado obscedido. O governo permite também, o comércio de
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galinhas com uma doença parecida com a pneumonia, que oca­siona o acúmulo de muco carregado de pus nos pulmões. A fim de satisfazer os requisitos federais, as cavidades toráxicas das galinhas são aspiradas com aparelhos de sucção de ar. Mas du­rante este processo os sacos aéreos doentios rompem-se e o pus derrama-se pela carne.
Tem-se verificado que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos tem se mostrado frouxo em impor seus próprios requisitos inadequados. Em função de observar as agências ins-petoras federais a Repartição Geral de Relatos acusou o Depar­tamento de Agricultura por sua falha em corrigir diversas violações dos matadouros. Carcaças contaminadas com fezes de roedores, baratas e bolor foram descobertas em companhias que vendem carne enlatada tais como a Swift e a Armour.10 Alguns inspetores tentam explicar essas concessões alegando que, caso as regulações fossem aplicadas, nenhuma companhia de carne enlatada seria capaz de continuar seu comércio.

Nutrição sem carne

Muitas vezes a menção do vegetarianismo provoca uma reação esperada: "E a proteína?" A isto o vegetariano poderia muito bem replicar: "Que me diz você do elefante? E do touro? E do rinoceronte?" Tanto as ideias de que a carne tenha o mono­pólio da proteína quanto as de que grandes quantidades de pro­teína sejam necessárias para a obtenção de força e de energia não passam de mitos. Enquanto digerida, a maioria das proteí­nas se decompõe em seus aminoácidos constituintes que nova­mente se unem, sendo usados pelo corpo para seu crescimento bem como para a reposição tissular. Destes 22 aminoácidos ape­nas oito não são sintetizados pelo próprio corpo, e estes oito "aminoácidos essenciais" existem em abundância em alimentos não cárneos. Leite e derivados, grãos, feijões e nozes são todos altamente providos de proteína. Queijo, amendoim e lentilhas, por exemplo, contém peso por peso, mais proteína do que
hamburger, carne de porco ou rosbife. Um estudo conduzido pelo Dr. Fred Stare de Harvard e pelo Dr. Mervyn Hardinge da Universidade de Loma Linda fez extensas comparações entre a ingestão proteica dos vegetarianos e dos carnívoros. Eles con­cluíram que "cada grupo excedia duas vezes o conteúdo de cada aminoácido essencial e a maioria deles ultrapassava em grande parte este valor".
A proteína constitui mais de 20% da dieta de muitos ame­ricanos, quase duas vezes mais que a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde. Embora quantidades ina­dequadas de proteínas causem fraqueza, a proteína em excesso não pode ser utilizada pelo corpo, ao invés disso, ela é converti­da em detritos nitrogenados que sobrecarregam os rins. A fonte primária de energia do organismo são os carboidratos. Só como um último recurso são as proteínas do corpo utilizadas para a produção de energia. Muita ingestão proteica na verdade reduz a capacidade energética do organismo. Em uma série de testes comparativos de resistência foram conduzidos pelo Dr. Irving Hisher de Yale, os vegetarianos foram duas vezes mais habilita­dos que os carnívoros. Ao reduzir 20% do consumo proteico dos não-vegetarianos, o Dr. Fisher observou que sua eficiência au­mentou 33%. Numerosos outros estudos demonstraram que uma dieta vegetariana apropriada fornece muito mais energia nutriti­va que a carne. Além do mais, um estudo conduzido pelo Dr. J. lotekyo e V. Kipani na Universidade de Bruxelas demonstrou que os vegetarianos foram capazes de realizar testes físicos em um período duas a três vezes maior que o dos carnívoros sem ficarem esgotados e se recuperaram da fadiga em uma quinta parte do tempo necessário aos comedores de carne.
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Referências
1. "Diet and Strcss in Vascular Disease", Journal ofthe American Medicai Association, 3 de junho de 1961, pág. 806.
2. "Diet and Coronary Heart Disease", um informe desenvolvido pelo Comité de Nutrição c autorizado para liberação pelo Comité Central para Programas Médicos e Comunitários da Associação Cardiológica America­na, 1973.
3. "Diet and Coronary Heart Disease", Journal of the American Medicai Association, volume 222, número 13, (25 de dezembro de 1972), pág. 1647.
4. Michacl J. Hill, M.D., "Metabolic Epidemiology of Dietary Factors in Large Bowcl Câncer", Câncer Research, vol. 35, número 11, parte 2 (novembro de 1975), págs. 3398-3402; Bandaru S. Reddy, Ph.D., e Ernest L. Wynder, M.D., "Large-Bowel Carcinogenisis: Fecal Constituents of Population with Diverse Incidencc Rates of Cólon Câncer", Journal ofthe National Câncer Institute, vol. 50, 1973, págs. 1437-1441.
5. Dr. Sharon Fleming, correspondência pessoal, 26 de fevereiro de 1981.
6. Los Angeles Herald Examiner.
1. Citado de Câncer e Outras Doenças Advindas do Consumo de Carne, Blanche Leonardo, Ph.D., 1979, pág. 12.
8. Afirmativa do Dr. William Lijinsky, na audiência da Câmara de Deputados dos Estados Unidos sobre "Regulação dos Aditivos nos Ali­mentos e dos Alimentos Medicamentosos Animais", março, 1971, pág. 132.
9. "Arsenic in Chicken Liver to Be Reviewed by Agency", Wall Street Journal, 13 de janeiro de 1972.
10. Jean Snyder, "O que Você Deveria Saber Acerca da Carne que Você Come", Today's Health, vol. 19, dezembro de 1971, págs. 38-39.

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